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Preços de dispositivos médicos sofrem queda real de 17%

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Stent cardíaco teve defasagem de preço de 80,9%, teste sorológico para vitamina D 45,6% e aparelhos de ressonância magnética 15,3%

Os dispositivos médicos não são responsáveis por onerar os custos da saúde. A conclusão está no relatório final do estudo ‘Índice ABIIS Compras Públicas’, comparativo entre 2015 e 2020, da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde e que acaba de ser publicado.

Foram analisados sete itens representativos no contexto das compras do SUS e o valor médio global teve defasagem de 17%, em relação ao IGP-M e ao dólar. “Em seis anos, os preços nominais dessa cesta de produtos tiveram alta de 25,8%, diante de uma inflação acumulada no período de 51,52% e da valorização do dólar norte-americano em 33,08%. Portanto, o índice global não acompanhou nem a inflação do período muito menos as variações da taxa de câmbio”, explica o diretor executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

Para o executivo, “o estudo apenas comprova o que já sabíamos e sempre defendemos: os dispositivos médicos não são os vilões da saúde. Pelo contrário. O stent cardíaco, por exemplo, teve uma defasagem de preço de 80,9%, considerando a inflação nos últimos seis anos, ou seja, está custando menos de um quarto do que custava em 2015”, completa.

Considerando os produtos, isoladamente, foram analisados, além do stent, as variações de preços das próteses de joelho (desvalorização de 51,3%); de testes sorológicos para vitamina D (-45,6%), HIV (-30,4%) e do hormônio estimulador da tireoide (TSH) (-33,4%); e dois equipamentos de diagnóstico por imagem: os ecógrafos (9,3%) e os aparelhos por ressonância magnética (-15,3%). “De sete itens analisados, apenas um teve alta e na casa de um dígito”, destaca Gomes.

Quando analisados os grupos de produtos, dispositivos médicos implantáveis sofreram queda de 57,7%, reagentes para diagnóstico in vitro registraram defasagem nos preços de 32,8%, nos seis anos analisados, e equipamentos para diagnóstico por imagem desvalorizaram 10,7%.

“O resultado do estudo é uma prova de que a atualização tecnológica de dispositivos e equipamentos médicos não impacta na alta da inflação na saúde. As novas tecnologias são sim fundamentais para aumentar a produtividade e resolutividade do sistema de saúde, contribuindo para sua sustentabilidade”, defende o diretor executivo da Aliança.

O estudo ‘Índice ABIIS Compras Públicas’ foi realizado pelos economistas Emerson Fernandes Marçal e Patrícia Marrone.

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